28 de dez de 2014

Quando você ora


DISCIPULADO
Livro: O sermão do monte
8ª Aula - Mateus 6:1-15

Continuando seu discurso no monte, o Senhor Jesus começa a discutir sobre as obras de devoção, caridade e misericórdia. Ele não nos proíbe de fazer um bem que possa ser visto pelos outros, mas de uma motivação deturpada, para engrandecimento próprio diante dos outros.

Obras de misericórdia e caridade

“Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.” Mt. 6:2.


Cristo dá como exemplo pessoas hipócritas que fazem alarde para serem honradas. A palavra “sinagoga” nesse contexto significa qualquer lugar público, como o mercado ou a praça. Era comum entre os judeus ricos, particularmente os fariseus, agirem exatamente como Jesus condena: quando davam esmolas, faziam soar uma trombeta diante de si, na parte mais movimentada da cidade, alegando que o motivo era juntarem os pobres para recebê-las, mas o verdadeiro propósito era ter o louvor dos homens. Devemos, portanto, ter em vista somente a honra que vem de Deus.

Obras de devoção

“... Deus, o vosso Pai, sabe o que tendes necessidade, antes que lho peçais”. Mt. 6:8b.

Das obras de misericórdia e caridade, Jesus passa às chamadas obras de devoção, explicando acerca da oração, da conversa sincera com Deus. Há momentos em que devemos orar abertamente para glorificar ao Senhor em conjunto com os irmãos, mas quando desejarmos que nossos desejos pessoais sejam reconhecidos por Deus, devemos orar em particular.

A crença dos pagãos era que pela extensão da oração seriam ouvidos. Eles empregavam repetições vazias recitando os nomes de seus deuses várias vezes, mas Cristo rebate isso e instrui a não usarmos de vãos repetições, mas a sermos sinceros com Deus. A oração não é tanto para mover Deus, que sempre está mais pronto para dar do que estamos para pedir. Ela é para nos mover, nos fazer perceber que dependemos do Senhor.

Maior exemplo de oração

A oração que Jesus fez contém três partes: o prefácio, as petições e a doxologia ou conclusão. Vejamos:

Prefácio: 
“Pai nosso, que está nos céus”
A primeira coisa que precisamos saber é que Deus é o nosso Pai, então, é bom e amoroso para todos os filhos. E esta é a grande razão para orar: Ele está disposto a abençoar, pois nos recebeu como filhos, por meio do qual clamamos Aba, Pai (Rm. 8:15 e Gl. 4:6). Como também está acima, elevado sobre todos, bendito para sempre, contemplando todas as coisas, governando o universo. O céu é o Seu trono.

Petições
1. “Santificado seja o Teu nome”
O nome de Deus é o próprio Deus, reflete seus atributos e perfeição. Ele é o Alfa e o Ômega, o que é, o que era e o que há de vir (Ap. 1:8; 21:6; 22:13). Com essa frase oramos para que Ele seja conhecido como é.

2. “Venha o Teu Reino”
E para que o nome do Senhor seja glorificado, é preciso que venha o Seu Reino. Oramos para que o Reino de Cristo venha. Esse Reino vem quando uma pessoa se arrepende e crê no evangelho. O Senhor Deus reina quando é conhecido por meio de Jesus. É também uma oração para todos que aguardam a Sua vinda, pela renovação de todas as coisas, quando Deus porá fim à miséria, a todo o pecado, a toda enfermidade e morte.

3. “Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu”
Esse é o resultado necessário e imediato em todos os lugares a que chega o Reino de Deus. Pedimos que todos os habitantes da terra, toda a humanidade, possam começar a realizar a vontade de Deus, assim como os anjos, continuamente, sem interrupção. Que fazer a sua vontade seja a motivação de tudo o que pensamos, falamos ou fazemos.

4. “Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”
Nas três petições anteriores, oramos pela humanidade. Chegamos agora ao desejo de suprir as nossas necessidades pessoais. Por “pão” podemos compreender todas as coisas de que necessitamos, seja para alma como para o corpo. “De cada dia” significa qualquer coisa que seja necessária para cada dia à medida que a vida vá se desenrolando. É importante notar que Jesus diz “dá-nos”, pois tudo nos é concedido pela graça do Senhor e não porque merecemos e ainda “hoje”, para não nos preocuparmos com o dia de amanhã, mas a olharmos cada dia como uma nova dádiva de Deus.

5. “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos nossos devedores”
Assim, todos os empecilhos devem ser removidos. Os nossos pecados são frequentemente apresentados na Bíblia como débitos. Cada pecado nos põe mais endividados com Deus, a quem já devemos mais do que podemos pagar. Jesus declara explicitamente tanto a condição como o modo e o grau em que podemos esperar sermos perdoados por Deus. Todas as nossas transgressões e os nossos pecados nos são perdoados à medida que perdoamos os outros.

6. “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”
A palavra “tentação” significa qualquer tipo de prova. Ela tenta nos cobrir como uma nuvem para não conseguirmos escapar da armadilha, assim, estamos pedindo que Deus não permita que sejamos conduzidos à tentação, mas a nos livrar do Maligno. Estamos clamando para que, quando formos tentados, o Senhor não permita que caiamos nas ciladas, mas a nos dar uma via de escape, de modo que Satanás não nos possa tocar.

Doxologia
“Porque Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém”
A conclusão é uma ação de graças solene. O reconhecimento conciso dos atributos e das obras de Deus. Porque dEle são todas as coisas que são ou foram criadas, é o reino eterno e perdura por todas as eras, com poder, governando a tudo, e glória, ou seja, o louvor que cada criatura lhe deve pela grandiosidade de Seu Reino. O Senhor, portanto, recebe glória por todas as obras maravilhosas que tem realizado desde o princípio e realizará até o fim, para sempre e sempre.

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