16 de jun de 2011

A igreja que Jesus idealizou (Parte 2)

Por Elaine Lisbôa

O texto de Mateus é a primeira referência profética sobre a igreja descrita na Bíblia. Nunca antes, no Velho Testamento, Deus havia indicado esse acontecimento, mas observe como é interessante vermos esse primeiro relato da própria boca do Senhor Jesus.
Terminamos o estudo passado falando sobre as características que Cristo idealizou para a Sua igreja, uma noiva inabalável, verdadeira, que conhece sua origem na cruz do Calvário, com o sacrifício de seu Deus. Hoje aprenderemos a 3ª característica:

A Igreja que Jesus idealizou sabe qual é o seu papel

"Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus". Mateus 16:15-19.

No original do grego vemos um trecho das palavras de Jesus assim: “Tu és Pedro (Pétros) e sobre esta pedra (Pétra) edificarei a minha Igreja”. Cristo fez um trocadilho com o nome de Pedro, que em grego significa pedacinhos de pedra, enquanto que a segunda pedra, agora usada com a palavra “pétra”, significa Rocha, massa sólida de pedra.

Jesus, em toda a Bíblia é apontado como a Pedra rejeitada pelos judeus (Isaías 8:14, Mateus, 21:42, Atos 4:11, Romanos 9:33, entre outras passagens). Cristo estava dizendo que Pedro era um pequeno fragmento de pedras, uma pedra de arremesso para fazer a obra, mas que sobre a Rocha (o próprio Jesus) a igreja seria edificada.

A Igreja Católica Romana considera o apóstolo Pedro como a pedra fundamental sobre a qual Cristo edificou a sua Igreja, tendo como base essa passagem do Evangelho de Mateus, derivando o raciocínio de que Pedro é a rocha sobre a qual a Igreja está edificada, que a ele foi dado o poder das chaves, portanto, só ele detém o poder de abrir a porta do Reino dos céus, que se tornou o primeiro bispo de Roma e que toda a autoridade foi conferida a Pedro até nossos dias, através da linhagem de bispos e papas, todos vigários de Cristo na Terra.

Essa análise do texto bíblico é errônea, como pudemos observamos no original. Jesus nunca fundou denominação alguma com base em Roma, cuja fundação foi num concílio presidido por um imperador romano, 3 séculos depois de Cristo, e também o fundamento não foi Pedro, foi o próprio Cristo, segundo afirmação do próprio apóstolo em sua carta:

“Se é que já provastes que o SENHOR é benigno; E, chegando-vos para ele, a pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa”, Por isso também na Escritura se contém: “Eis que ponho em Sião a pedraprincipal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido”. 1PE 2:3,4,6

Toda a igreja de Cristo é petros, pedra de arremesso para pregar as Boas Novas, mas o que se vê é uma noiva estagnada, esperando Deus realizar o papel que Jesus ordenou para ela desempenhar.
O Senhor idealizou uma igreja que produz muito, que sabe o seu papel. Ele veio para realizar a Sua obra, mas ao ser ressurreto, muniu a Noiva com armaduras para que, a partir daquele momento, pudesse observar a igreja continuando a obra.
Levante-se igreja! Reconheça o seu chamado e seja a pedra de arremesso para o Evangelho alcançar os confins da Terra!

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