5 de abr de 2011

Gênesis 1:3 – 2:3 | Criação da natureza, dos seres vivos e do homem

PANORAMA BÍBLICO
Gênesis - O começo do mundo (Gn. 1:1-25)

Como vimos no estudo anterior, Deus criou os céus e a terra, mas quando surgiu no coração de Lúcifer o pecado, o expulsou das regiões celestes e o jogou aqui na Terra, resultando no ambiente destruído descrito no versículo dois do primeiro capítulo. Deus então começa um processo de restauração da Terra.

A Bíblia descreve que essa criação durou seis dias, mas devemos entender que Deus é um ser infinito, Ele está fora do tempo cronológico, está presente em todo lugar (onipresente), sabe de todas as coisas (onisciente) e pode todas as coisas (onipotente), portanto, não está sujeito aos nossos termos de presente, passado e futuro.

Para nossa melhor compreensão, Deus ilustra o período da criação, mas humanamente falando, é impossível (por hora) sabermos quanto tempo durou para que todas as coisas estivessem terminadas.

“Falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória”. 1 Coríntios 2:7.

Presença da Trindade na Criação

Toda a Trindade (não apenas o Pai) desempenhou sua parte na criação:

Deus: Executa toda a obra pelo poder da Sua Palavra. Repetidas vezes está declarado “E disse Deus...”.

“Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”. Hebreus 11:3.

Jesus: Ele é a Palavra poderosa (“Verbo”), através de quem Deus criou todas as coisas. No prólogo do Evangelho de João, Jesus é revelado como a eterna Palavra de Deus:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele, nada do que foi feito se fez” (...) “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” João 1:1-3; 1:14.

Assim como também temos menção a isso em Hebreus 1:2.

“Nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”.

Espírito Santo: Descrito logo no versículo dois, desempenhou um papel ativo na obra da criação. Pairava sobre a criação, preservando-a, preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus. A palavra hebraica traduzida por “Espírito” é “Ruah”, que pode ser traduzida também por “vento” ou “fôlego”. O poder do Espírito é testificado também nas passagens abaixo:

“Os céus por sua palavra se fizeram e, pelo sopro de sua boca, o exército deles”. Salmos 33:6.

“O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo Poderoso me dá vida”. Jó 33:4.

“Envias o teu Espírito, eles são criados, e assim, renovas a face da terra”. Salmos 104:30.

A criação da natureza, dos seres vivos e do homem (Gênesis 1:3-18)

1º Dia | Nas trevas, Deus faz luz (Gn. 1:3-5)
A primeira obra de Deus na Terra foi criação da luz, convertendo o ambiente sombrio em que o planeta se encontrava. Chama a luz de “Dia”, e as trevas de “Noite”, estabelecendo dessa forma o tempo. Deus é luz por sua própria natureza, Ele manifesta a luz da verdade.

“Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciado é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissemos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”. 1 João 1:5-7.

2º Dia | Firmamento e separação das águas (Gn. 1:6-8)
A segunda obra é a criação do firmamento e a separação das águas. O Firmamento é o hemisfério celeste, o céu das estrelas, a superfície esférica de separação entre o universo e o local da morada de Deus, ele nos impede de ver Sua glória. O Senhor então separa as águas acima do firmamento das águas do Planeta.

3º Dia | Separação entre o mar e a terra seca, e criação da vida vegetal (Gn. 1:9-13)
No terceiro dia, Deus fez com que a terra e os mares se separassem. Agora como já havia água (fonte de vida), Deus cria a vida vegetal, as plantas e árvores conforme as suas espécies. Cada árvore frutífera daria o fruto que tinha em si, portanto, não careceria de evolução.

4º Dia | Criação dos luminares celestes (Gn. 1:14-19)
No quarto dia, Deus cria os luminares no céu: sol, lua e estrelas, para separação entre Dia e Noite, para sinais de estações, dias e anos e para iluminar a Terra. O sol para governar o dia e a lua para governar a noite.

5º Dia | Criação da vida animal no mar e no céu (Gn. 1:20-23)
No quinto dia, Deus cria a vida animal, nas águas os seres marinhos e nos céus, as aves. Aqui da mesma maneira, cada criatura foi feita perfeita, completa, onde se reproduziria conforme sua espécie.

6º Dia | Criação dos seres viventes na terra (Gn. 1:24-31)
No sexto dia, Deus cria os seres viventes na porção seca da Terra, cada um segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens. Observamos mais uma vez a ênfase que a Bíblia dá sobre a reprodução de cada animal segundo sua espécie. A teoria da evolução contraria totalmente a criação de Deus.

Como coroamento da criação, Deus faz o homem, o único ser conforme a Sua imagem e semelhança. Note o termo no plural “Façamos o homem”, trata-se da Trindade, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

O homem foi criado para governar a terra, com autoridade e domínio, e refletir nela a imagem de Deus, Sua formosura e glória, Seu caráter e comportamento. Interessante como a Bíblia deixa bem claro que Deus estabeleceu como alimento ao homem todas as ervas, frutos, animais, aves e répteis.

“Os céus são os céus do Senhor, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens”. Salmos 115:16.

As palavras do Senhor para encerramento desse dia são diferentes, aqui é colocado um advérbio de intensidade. Deus declara “E eis que era muito bom”.

7º Dia | Descanso (Gn. 2:1-3)
No sétimo dia, Deus descansa de toda obra que fizera, o abençoa e santifica. A palavra traduzida para “descansou” no hebraico é “shabãt”, que literalmente significa “cessar, parar”. Apesar de ser vista universalmente como “descanso”, uma tradução mais literal seria “cessação”, com a implicação de “parar o trabalho”, onde o descanso fica implícito. Daí vem o sábado de descanso dos judeus. O sábado não significa o dia da semana, mas a própria palavra “shabãt”, ou seja, o descanso.



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