22 de fev. de 2011

Egito: novos ministros tomam posse após queda de Mubarak

O ditador egípcio, Hosni Mubarak
EDITORIA: MUNDO
Fonte UOL | 22 de fevereiro de 2011

Vários novos ministros foram empossados nesta terça-feira, no Egito, na primeira reforma ministerial desde que um conselho militar tomou o poder, anunciou a televisão estatal.

Doze ministros foram substituídos, incluindo os de Petróleo, Cultura, Saúde e Comércio, e o cargo de Vice-Primeiro-Ministro foi criado.

Os novos ministros foram empossados antes do Marechal Hussein Tantawi, o chefe do conselho militar que governa o Egito desde que o presidente Hosni Mubarak foi deposto, no dia 11 de fevereiro, após mais de duas semanas de protestos nas ruas.

Os membros do novo governo egípcio, o primeiro da transição política aberta após a renúncia do presidente Hosni Mubarak, juraram seus cargos, como informou a televisão pública. O juramento foi feito diante do chefe do Conselho Supremo das Forças Armadas, general Hussein Tantawi, que mantém a pasta da Defesa. Também se manteve em seu cargo o titular de Assuntos Exteriores, Ahmed Aboul Gheit.

O juramento dos cargos foi feito exclusivamente pelos novos ministros. Os que mantêm suas pastas não voltaram a jurá-los nesse ato, no qual o primeiro-ministro e general reformado, Ahmed Shafiq, também estava presente.

Previamente, a televisão pública disse que não havia mudanças nos ministérios de Assuntos Exteriores, Defesa e Interior, este último a cargo do general Mahmoud Wagdi.

O novo governo incorpora independentes e membros da oposição, entre eles Monir Fakhri Abdel Noura, a cargo do Ministério de Turismo.

Logo após os novos ministros prestarem juramento, Tantawi reuniu-se com o Gabinete em plenário para analisar a situação do país e estudar as necessidades mais urgentes da população, informou a televisão pública.

O antigo gabinete funcionava desde 31 de janeiro, como parte de uma remodelação ministerial aprovada por Mubarak para tentar acalmar os ânimos dos manifestantes, que iniciaram uma onda de protestos políticos em 25 de janeiro.

Mubarak renunciou à presidência em 11 de fevereiro e o poder ficou com o Conselho Supremo das Forças Armadas, que anunciou que o gabinete permaneceria interino até a nomeação de um novo governo.

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