29 de mar de 2011

Bento 16 realizará reunião com líderes religiosos para discutir paz mundial

EDITORIA: MUNDO
Fonte: BBC Brasil | 01.01.2011


Reunião será marcada para outubro desse ano com o objetivo de reunir esforços de líderes de todas as religiões para serviço à causa da paz mundial"


O papa Bento 16 anunciou neste sábado que vai organizar uma reunião com líderes religiosos em outubro para discutir formas de promover a paz mundial.

A reunião, que deve ocorrer na cidade italiana de Assis, marcará o 25º aniversário de um outro encontro parecido, ocorrido na mesma cidade e convocado pelo papa João Paulo 2º em 1986.

Falando no final da missa do dia mundial da paz, na Basília de São Pedro, em Roma, Bento 16 afirmou que a reunião servirá para "renovar solenemente os esforços daqueles de todas as religiões para vivenciar sua fé como um serviço à causa da paz".

"Ao enfrentar as tensões ameaçadoras deste momento, especialmente a discriminação, injustiças e intolerância religiosa, que atualmente ataca os cristãos de uma forma particular, mais uma vez eu faço um apelo para que não se ceda à resignação e ao desânimo", afirmou.

O papa também disse que o encontro em Assis vai "honrar a memória do evento histórico promovido pelo meu antecessor".

Na reunião promovida por João Paulo 2º participaram líderes judeus, muçulmanos, da Igreja Anglicana e o Dalai Lama, além de líderes muitas outras religiões.

Ataque em Alexandria

Em sua homilia de Ano Novo, Bento 16 não fez referência direta ao ataque ocorrido em frente a uma igreja de Alexandria, no Egito, que deixou 21 mortos, mas destacou em sua mensagem a paz e a tolerância religiosa.

"A humanidade não pode se acostumar à violência e conflitos que criam vítimas e colocam o futuro dos povos em risco", afirmou.

De acordo com o correspondente da BBC em Roma David Wiley, o papa está preocupado com a recente onda de ataques contra cristãos no Oriente Médio e na África. No dia de Natal, seis pessoas morreram em ataques contra igreja cristãs na Nigéria.

Em novembro, 52 reféns e policiais foram mortos quando as forças de segurança invadiram a catedral católica de Bagdá, no Iraque, onde atiradores mantinham mais de cem católicos como reféns.

Segundo o correspondente da BBC em Roma, o Vaticano teme que, junto com as duras restrições às comunidades cristãs em países como Arábia Saudita, o êxodo de cristãos do Oriente Médio vai aumentar, e as comunidades cristãs na Terra Santa vão, gradualmente, se transformar em presença simbólica.

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